Video da V andaina pola protección da serra do Galiñeiro

26 Mai

SERRA DO GALIÑEIRO: PARQUE NATURAL !!!

 

Fotos da V andaina pola protección da serra do Galiñeiro.

20 Mai

SERRA DO GALIÑEIRO: PARQUE NATURAL !!!

 

Manifesto da V Andaina pola protección da serra do Galiñeiro.

13 Mai

Entre Vigo, Gondomar, o Porrinho e Tui alça-se a serra do Galinheiro, um terraço para admirar o Atlântico e também as terras do interior, com a forma duma crista de galinha a setecentos metros sobre o nível do mar; um lugar duma beleça delirante, onde ascendemos lentamente, não tanto por ser difícil o acesso como pelo facto de que o caminho bem merece deter-se a contemplar a paisagem, a colher folgos para uma subida continuada, que tensa os nossos músculos com um esforço semelhante ao da pura existência. Esta serra permaneceu quase igual durante séculos. De velhos a crianças, gerações e gerações puderam viver percebendo essa montanha que acompanhava, que presidia cada momento, que desenhava a fotografía de fundo das suas vidas.

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Esta montanha é alta, muito alta. Altíssima. Sobretudo para nós, os animais com duas patas, porque comparada com outras no mapa é bem pequena. Mas, para alén disso, a montanha é magnífica. Quero dizer que possúe um ar de dignidade, de grandeza. Se calhar todas as montanhas têm esse aspeto régio, próprio de quem sabe do seu poder, de quem pode enjergar mais lonxe que o resto… Não é que eu tenha viajado muito mas pelo que tenho visto, há montanhas por toda a parte e todas são parecidas. Todas são sólidas, estáveis, como mães que nunca abandonam, que aguardam o retorno. Sim, todas as montanhas são sólidas, estáveis. Bem o sabem por aqui. Esta é espetacular. E tem essa concentração no que é essencial. A montanha é sempre rigorosa. Não permite luxos. Nem complicações. Por isso agora, quando os poderes económicos tentam fazerse ainda mais ricos colocando eólicos nesta paisagem, a montanha mesma parece estar a bruar, como se quisesse remexer-se do sítio e mudar para outra parte, de tão incômoda. Ainda bem que não tem patas, que nesse caso igual marchava. Querem enchê-la com muínhos de vento que estraguem a sua beleça. E a montanha poderia consentir que a afeiassem sem mover-se, assim são as montanhas. Quererám fazê-lo, aliás, sem deixar a riqueza energética aquí, mas levando-a a outros países, a encher os petos já bem cheios de alguns. Nnem isto mesmo chega. Também querem furá-la para procurar as terras raras, os metais com que fabricarem tecnologias de última moda. Querem acabar com a montanha e que a gente fique calada.

Por isso, algumas iniciativas populares, como a Plataforma para a defesa da Serra do Galinheiro levantam-se em contra deste abuso. Para defendermos a Serra do Galinheiro. Porque na Galiza, não nos satisfaz um futuro condicionado aos poderes econômicos do capitalismo que destruam a natureza e a considerem um simples recurso de que nos servirmos esmagando tudo ao nosso passo. As nações não são unicamente laços históricos. As nações são também espaços físicos povoados por bichos que se movem dum ao outro lado. As nações são paisagens. As nações são os materiais inertes das rochas que constituem finalmente a matéria de que estão feitos os nossos corpos e para os que, no entanto, às vezes não temos outra palavra senão “recursos”, bem indicativa de estarmos a participar da secular óptica de domínio contra a que agimos como ecologistas, ou como pessoas minimamente interessadas em deixar a quem venha detrás um mundo natural, se não tal e como o conhecemos, sequer vivo.

Os incêndios que assolaram estas terras tantos verãos, a ameaça das canteiras e agora das explorações mineiras fazem-nos chorar a paisagem porque somos parte dela, porque somos biosfera, porque vivemos corpo a corpo com a terra. Nesta altura parece evidente que devemos libertar a natureza, que devemos conceder-lhe também ao território esse status de autodeterminado, soberano e livre do dente do capital: os rios, as criaturas que pululam arredor de nós, os mares, as montanhas, as minas, as reservas energéticas e as fragas precisam ser libertados. A memória do Nunca Mais está tristemente connosco: as sentenças podem exculpar os estados mas a ferida da destruição, uma vez consumada, fica para sempre.

Talvez já escutaram falar do caso do povo Sherpa de Beding, a 3700 metros sobre o nível do mar no estado de Nepal. Nos anos ’70 tiña só 150 habitantes. Embora as difíceis condições de vida e a escaseza de poboação, o seu mosteiro era formoso e mantínha-se conservado por numerosos monxes. O seu trabalho tinha un significado religioso e artístico. Ao lhes perguntar se prefeririam o dinheiro das expedições extranjeiras que subissem à montanha ou a montanha preservada tal qual era, as 46 familias deram o seu voto à conservação. O governo central de Nepal e as asociações de montanheir@s do mundo, no entanto, não simpatizaram com tão exquisita idea: protegerem uma montanha? O governo pensava no progresso, os montanheiros na sua conquista e finalmente as necessidades culturais da comunidade não contaram. Mas isso não significa que a comunidade não soubesse para onde queria caminhar. Ecologia é utopia porque sem utopia não se poderia entender que ninguém se opusesse a uma grande companhia, como também não se entenderia que ninguém se pusesse a andar de bicicleta e abandonasse o carro, porque sem utopia ninguém se poria a lavar cueiros em vez de assumir o consumo de celulosa, já tão arraigado. Neste ponto é indispensável acordar as conciências durmidas que não advertiram ainda a gravidade e a urgência dos problemas. Toda dificuldade ha-se ver superada quando se forme uma massa crítica com a vontade necessária para transformar. E uma transformação radical pode ser perder a arrogância de imaginar que a natureza deve estar sob a nossa mão, que é mão de ferro.

 

Por uma serra do galinheiro livre e digna. Em maio de 2014.

 

Teresa Moure

Agradecementos a todas e todos os asistentas a V Andaina.

12 Mai

A Plataforma pola Protección da serra do Galiñeiro celebrou onte a súa V Andaina, pedindo nesta edición a protección para a serra en forma de PARQUE NATURAL.

A cidadanía respostou forte a esta chamada xa que entre 2000 e 2300 persoas secundaron a convocatoria. E o seu entusiasmo pola causa demostrouse tamén no interese en adquirir as camisetas e o material propagandístico da mesma co que sustenta económicamente.

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A demanda que a extensa poboación desta bisbarra fai de Galiñeiro como lugar propio fíxose patente unha vez máis; pero tamén acudiron á cita xentes de outras partes do país. O bo tempo permitiu o disfrute da paisaxe, da beleza dos cumios, do bosque caducifolio e de outras paraxes, á vez que se volveu reivindicar protección para esta serra.

Grazas, por suposto, á directiva da festa e ao centro cultural de Erville que colaboraron durante todo o día, dende as gaitas que amenizaron a saída e chegada da marcha, ata a cantina que serviu comida e bebida toda a xornada e facilitou a infraestrutura para que todo saíse como era de esperar. Grazas ao concello de Gondomar que nos emprestou o palco e nolo trasladou ata o lugar. E moi especialmente a todas as persoas e entidades que axudan nesta loita, ás que colocaron os centos de cartaces, ás que difunden o evento, ás que ano tras ano fan a andaina, ás que nos animan a quen estamos na organización.

Grazas especiais tamén a Teresa Moure pola redacción do manifesto que publicaremos en breve, e polo seu apoio incondicional aos movementos ecoloxistas e a nosa causa en particular.

A Plataforma pola Proteccción da serra do Galiñeiro sigue pedindo colaboración, sabendo que o traballo de calquera tipo sempre é necesario e oportuno.

Serra de Galiñeiro PARQUE NATURAL!!!!

Domingo 11 de Maio: V andaina pola protección da serra do Galiñeiro.

28 Abr

Serra do Galiñeiro: Parque Natural

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Ao remate da andaina haberá:

  • Lectura do manifesto a cargo de Teresa Moure.
  • Actuación musical de Cantareiras do Alba.
  • Poesía a cargo de Manolo Pipas.
  • Actuación musical de Servando Barreiro.
  • Actuación musical de De Outra Margem.
  • Maxia a cargo de O Mago Marco.

 

Podes utilizar google maps para chegar á Ermida das Neves en Erville:

Se queres pantalla completa pincha aquí.

Domingo 11 de maio: V Andaina pola protección da serra do Galiñeiro

16 Abr

O vindeiro domingo 11 de maio, terá lugar a V andaina pola protección da serra do Galiñeiro para reivindicar a protección da serra baixo a figura de Parque Natural

Saida: Ermida das Neves, Erville as 10:30 h.

Chegada: Ermida das Neves, Erville as 14:00 h.

 

V Andaina pola protección da serra do Galiñeiro

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Iniciaremos o noso percorrido no Coto de Erville, promontorio natural que servíu como asentamento castrexo na Idade do Ferro, e onde posteriormente sería edificada a capela de Nosa Sª das Neves. O primeiro tramo discurrirá pola ladeira norte do Coto do Mediodía, monumental reloxio solar natural, utilizado durante moitos anos con este fin polos veciños de Zamáns.

Bordearemos despois a área de nacemento do río Zamáns, tapizada por unha das formacións vexetais máis valiosas da serra: a carrasqueira húmida atlántica. Remontaremos entón a ladeira última da nosa ascensión, a costa de pendente máis acusada. O noso esforzo verase recompensado en canto academos a Boca do Lobo, portela natural no cumieiro da serra desde a cal poderemos admirar as paisaxes do Val Miñor e a Ría de Vigo. Aos pés da Boca do Lobo derrámase un vasto depósito de rochas fracturadas polos xeos da última glaciación, rodadas e amoreadas ladeira abaixo: as Pedras Esbarrulladas. Percorreremos a continuación un sector dos cumes da serra, a través da enigmática Cova da Becha, As Laxes Molladas, e o vértice xeodésico de A Garita.

As cornixas periglaciares, peñasqueiras e laxiais dos cumes da serra constitúen o hábitat dunha interesante e especializada comunidade vexetal, perfectamente adaptada ás duras condicións ambientais que impón este medio. Destacan polo seu tamaño os fenais de Stipa xigante, altos herbais que medran nas pronunciadas ladeiras de poñente.

Descenderemos a carón de pequenas plantas colonizadoras dos solos esqueléticos, como o aromático tromentelo, e matogueiras de influencia mediterránea ricas en especies, como a carqueixa, o rañalobos e un pequeño toxo de carácter endémico: Ulex micranthus. Os rabaños de cabras que aínda pastan pola serra modelan estas comunidades vexetais desde hai séculos, sendo fundamentais para a conservación deste ecosistema.

Abandonaremos definitivamente as cotas altas da serra, adentrándonos nunha fresca e vizosa regueira da parroquia de Chenlo, nun dos nacementos do río da Fervenza. Sorprenderanos a abundancia e diversidade de árbores autóctonas, como o cerquiño, o carballo, a abeleira, e particularmente o bidueiro, moi común nesta zona. O último tramo do noso percorrido realizarémolo a través de piñeirais de repoboación, onde conviven o piñeiro bravo e o americano piñeiro de Monterrei. Con algo de sorte, escoitaremos o canto inconfundibel do cuco, que retorna todas as primaveras a esta masa forestal.

A V Andaina en defensa da serra do Galiñeiro, que nesta edición reivindicará a protección da serra baixo a figura de Parque Natural, rematará no mesmo lugar onde principiamos a marcha:  O Coto de Erville.

 Preme para baixar o percorrido.

XUNTANZA COA OFICINA DE MEDIO AMBIENTE DA UNIVERSIDADE

16 Feb

O pasado día 15 de xaneiro a Plataforma pola Protección da Serra do Galiñeiro mantivo unha xuntanza con técnicos da Oficina de Medio Ambiente (OMA) da Universidade de Vigo. A reunión, derivada da carta que enviamos á Universidade en maio de 2013, fora solicitada polo reitorado na súa contestación. A súa finalidade, abordar unha iniciativa de declaración da serra do Galiñeiro como Parque Natural, iniciativa que a Universidade de Vigo se comprometeu a elevar á Xunta de Galicia.

Galiñeiro vista mar

Foi unha primeira toma de contacto, onde falamos longamente sobre a situación en que se encontra actualmente a serra do Galiñeiro; nomeadamente, sobre o estado dos proxectos máis ameazantes a que se enfronta a serra: o parque eólico e o concurso mineiro de febreiro de 2013.

Concordamos en que a figura de Parque Natural, concebida como ampliación do actual Parque Natural do Monte Aloia, resultaría a máis acaída para a protección da serra do Galiñeiro. Manifestáronos que o plantexamento da Universidade é instar á Xunta de Galicia a que inicie o procedemento para declarar a serra do Galiñeiro como Parque Natural. A competencia legal para iniciar o proceso é exclusiva da Consellaria de Medio Ambiente, tal e como marca a Lei de patrimonio natural e da biodiversidade. Sen embargo, que a Universidade tome a iniciativa e eleve unha proposta de protección diante da Administración constuiría para nós un respaldo moral moi importante.

Quedamos en volver a reunirnos para irmos perfilando esta iniciativa, estudar que forma darlle (xa que non existe un procedemento legal para este caso); que extensión e profundidade debería ter o informe, etc. Trataríase en todo caso de utilizar aquela información que poida existir nos arquivos da Universidade, máis aquela que nós mesmos desde a Plataforma poderíamos aportar.

A Oficina de Medio Ambiente da Universidade de Vigo adícase a promover a sustentabilidade dentro do ámbito universitario. Cómpre destacar a xestión que realizan nas áreas verdes do Campus, moi avanzada canto á recuperación das formacións vexetais autóctonas, e a implementación de medidas para o fomento da biodiversidade nos terreos da Universidade. Valoramos moi positivamente esta primeira xuntanza, que  podería ser o inicio dunha relación moi enriquecedora para ambas as dúas partes.

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